Ninguém ainda me esclareceu o que está acontecendo. Continuo esperando.
Quando sou eu, parece haver um outro eu que finge ser quem sou. A policia de Dubai informou hoje.
Quando abro os olhos, faço todas as associações. a carga aérea que vinha do Iemen continha um explosivo. É como se fizesse alguma ligação com a verdade que já existia.
Com marcas da rede, em algum canto da minha escuridão. Terrorista Al Qaeda.
Não sei dizer quem sou eu que diz isso agora.
Senti como se fosse real...
O dispositivo estava camuflado em um cartucho de tinta.
Havia um fluido em cada movimento, quando pensava no tempo, dentro da impressora, corrompia-o.
Em todos os olhos. O presidente. A humanidade carrega nos olhos o que mais lhes dá medo. O próprio olhar.
O tempo cria nossos pensamentos, como ainda existo?
Quem realmente existe? Anuncia uma ameaça real. Qual eu vai permanecer quando dissipar o tempo?
Areia eterna tenta mover os passos e todos os caminhos retornam a areia.
Caibo num segundo toda a existência reprimida por séculos, séculos, séculos. Real.
De ataque. Nos símbolos que busco não encontro algum que me esclareça o que está acontecendo agora. Acontecendo agora. Agora. Terrorista.
Os olhos abertos seduzem sua própria composição das imagens, ao país. As imagens seduzem o eu aprisionado naquela escuridão inevitável.
Quem sou eu? Súplica eterna presente em todas as orações. Ao país. Insuportável pergunta que vem gritar pelo espaço feito eco constante, e o que faz é ensurdecer. Resta o silencio repousado sobre a areia. Repousando. Surge do silencio, silêncios repletos do vazio imensurável. Silêncios...
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