
Estarei faminta por alguns séculos
E quando sentir fome
Iniciarei comer minha alma
Com gosto de excessos
Um bocado adocicada
Saciar-me-ei de abstratos
De sonhos feito sobremesa
Adoçando meus lábios e sentidos
Também o sentido do paladar amargo
Dos rancores mal digeridos
do azedume da falta de fé
E do tempero forte de amores quentes
Hei de evacuar pelos orifícios
Toda matéria sem vida
Estarei nutrida
Saciada da existência comida
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