domingo, 21 de agosto de 2011
Se me permite a tristeza...
Se me permite um breve momento em que possa chorar sem culpa pelas mazelas mal resolvidas.
Quando todos os sorrisos parecem ferir, qualquer pedaço de alegria parece não ter o menor sentido, a respiração é um sôfrego suspiro que tenta suspender eternamente a respiração.
Se é que posso desejar não ser por um instante apenas... Que esse instante parece infinito e obscurece a menor e frágil centelha de luz.
Quando eu puder mergulhar sem reprimendas nessa angustia intensa que me expõe todos os demônios até então acomodados no submundo da alma. Vejo-os olho no olho e permito que me encham de medo e suguem toda esperança.
Quando eu finalmente puder chegar no limite do sofrimento, encontrar-me suspensa por um fio capaz de acabar com essa única dor... Quando finalmente estiver livre da necessidade absurda de ser feliz e puder me encontrar no mais puro estado de humanidade, hei de... Hei de esvaziar-me para que novamente me complete nas esperanças e alegrias transbordantes, que em questão de segundos, tornam-se estopim para o início de toda dor, e novamente a tristeza e o limite, e novamente, a deliciosa angústia de Ser...
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